Hoje são 31 de agosto, último dia do mês, dizem que é do desgosto, porém há gostos que se têm, anos que se vão, o que importa mesmo, é não deixarmos de brindar a beleza intrigante da natureza viva! A poesia é só pra começar. Falando do último dia do mês, prometi que, mesmo não escrevendo com tanta freqüência, tenho que publicar pelo menos uma vez por mês.
Tenho muitas coisas pra dizer, mas agora nesse exato momento quero dizer que sumi por uns tempos devido a ter começado a trabalhar num lugar muito legal, diferencial na cidade de Salvador. Sempre acreditei que poderia existir um lugar ao sol na minha área híbrida de falar e comer. Quem acompanhou minha saga de desempregada nas publicações passadas sabe que depois de passar por muitos processos seletivos percebi que era mais interessante me dedicar no projeto de montar uma linha de produção, virar empresária, vender os sanduíches com hambúrguer caseiro, enfim... Molho de cebola, queijo, carne e pão. Mesmo um negócio pequeno demandava muita coisa. No meio desse processo todo, aconteceu uma oportunidade, digo aconteceu, porque o modo como se configurou a oportunidade foi especial, um presente de Deus, um realce do amor e do merecimento. Sem muitos detalhes vou tentar explicitar como aconteceu. Um amigo havia comentado sobre o John John Café, disse ele que eu iria adorar trabalhar lá. Segui seu conselho e no dia seguinte, na própria loja, nas escadas que hoje subo e desço, deixei meu currículo nas mãos de quem hoje exerço a sua função. Tudo esquematizado lá no Alto. Nesse dia, ainda em busca de oportunidade de trabalho fui fazer uma pesquisa numa agência de emprego. Precisava trabalhar, mesmo fora do foco do mercado que almejava. Fui encaminhada para uma vaga de fiscal de loja no Boticário, veja bem a ironia do destino. Um dia antes até pensei em não comparecer, mas algo dizia que sim, eu deveria ir. Em maio eu estava nesse processo seletivo para ser temporariamente fiscal de loja, imagina que no meio da conversa identificaram meu perfil para outra vaga, exatamente na minha área híbrida. Supervisão de salão de um restaurante e café, desenvolver atividades relacionadas com comunicação, liderança, conhecimento técnico de apresentação de pratos, atendimento ao cliente, meta de vendas, organização, agilidade, qualidade de serviço e produto. Hoje, essa é a minha realidade profissional e amo muito tudo isso. Quando falei que esse trabalho foi um presente de Deus, vou explicar também. O processo foi aos poucos, mas deu certo. Durante algumas semanas esperei, foi quando entrei com veemência na igreja da Nossa Senhora da Conceição para dizer a ela que muito queria trabalhar, mas tinha que ser um emprego bacana, afinal, já estava pronta para melhores performances. Formada, experiente, curiosa, inteligente acreditava em merecer algo de muito melhor em relação às oportunidades que tinham aparecido nesses três meses em que estava disponível para o mercado. Só sei que ela me ouviu e mandou de uma vez três ótimas oportunidades, enfim, fui atendida e a face da misericórdia divina, da lei do retorno foi descortinada pelos ventos da natureza. Interessantíssimo! Fortificante!
Por hoje é só, estou feliz com a minha atuação e creio estar amadurecendo para grandes vôos em busca do melhor.
Agora e sempre experimentando a poesia da arte de comer. Fazer, apreciar, apresentar, criar, satisfazer os paladares com várias sensações de prazeres, bem estar, alegria, harmonia e amor. A vida é como ela é: colorida, saborosa, diversa, eterna...
Em casa, na rua ou na fazenda viva os alimentos!
Minha voz de agosto, nos ventos, nos gostos de Deus.