31 de out. de 2011

Natal de rua, pra quem é da rua

Sonho de uma década, mas que agora se realizará. Para isso, recruto voluntários para ajudar na produção do evento ou fazer doações de alimentos, roupas, utensílios de limpeza, pratos, talheres descartáveis, marmitas, guardanapo, dinheiro, o que puder, querer ou vier.
Em nome dos princípios da fé, da amizade e do sabor conto com todos, para juntos realizarmos uma experiência diferenciada, através da arte da integração humana e do requinte de servir com verdade, amor e distinção, sem preconceitos.
Natal sempre lembra frivolidade, pessoas boazinhas querendo ajudar uns ao outros, inspirados pela “fé” e pelo espírito natalino. Uma correria nos shoppings, vielas de camelôs, seja lá aonde for. As famílias se reúnem e comemoram entre si, mas geralmente se esquecem do sentido real da festa. Desde que cheguei de Brasília sempre tive vontade de compartilhar um natal com quem vive nas ruas. Por aqui no centro histórico são inúmeras. Sei que não vou mudar a realidade de ninguém, mas afago e atenção não farão mal a nenhum deles.
Marginalizados sim, mas também, sensibilizados e iluminados com as luzes coloridas que encantam a cidade, anunciando mais uma vez a mensagem do nosso mestre amado, querido irmão, Jesus Cristo.
A fé é a mãe da esperança e da caridade.
Feliz Natal!

Convite

Poesia

Batata que assa cozinha e amassa
Banana nanica da terra ou da prata
Quem come, não sabe quem planta ou quem ara
Na mesa do povo fartura é que falta
É pão com café, farinha com feijão
Na fé da alma de um enorme coração
Quem come
Tem fome,
Tem nome,
Não some.