7 de mai. de 2011

Estou cansada de nadar, nadar e morrer na praia. Preciso saber para que lado devo remar em busca de um porto seguro. Falo de realização profissional, fazer e acontecer, acreditar, investir, realizar, prosperar, afinal, tenho que me posicionar como uma boa jogadora para não perder o meu lugar ao sol.
Depois que o Supremo Tribunal Federal, comparou o jornalista com um chefe de cozinha, me deu um estalo na cabeça e pensei, por que não? Gosto de cozinhar e tenho talento. Partindo do princípio que ninguém fica sem comer, realmente foi um caso a se pensar, pelo menos seria mais fácil ganhar dinheiro e uma colocação no mercado. Não só porque todos comem, mas também, porque me sinto mais inspirada e preparada pra encarar uma cozinha do que uma redação de jornal.
Então fui aprimorar meus dotes. Primeiro fiz algumas oficinas rápidas, em seguida, me matriculei no curso técnico de cozinha do SENAC para sentir a coisa de verdade, descobrir se realmente era essa profissão que eu gostaria de abraçar. Seis meses de curso, entre aulas teóricas e práticas. Um aprendizado bastante proveitoso, sensacional! Comecei a me sentir apta para encarar uma cozinha profissional. Durante o período do curso, trabalhei num restaurante bacana no Bahia Marina. Foi excelente a experiência! Muito calor, estresse, cobrança, barulho, uma guerra, mas tudo muito fascinante nos bastidores da produção dos sabores e das cores. Enfim, gostei de ter explorado com mais apuro meus dotes culinários.
Sou jornalista por formação, sempre gostei da comunicação social, então aqui estou, afinal, quem não se comunica se estrumbica! Nesse cantinho virtual quero falar do que sei, do que vejo e do que posso sobre todo o processo que envolve o ato de comer. Receitas, dicas, novidades, experiências e críticas.
Sempre fui curiosa e observadora. E por isso mesmo, quase sempre percebo muitas falhas nos lugares que tenho parado para comer, seja popular, ou não. Ontem mesmo num restaurante conceituado da Barra, pedi um camarão a milanesa. Antes mesmo de o prato chegar, a pimenta e o molho tártaro já haviam sido servidos. Não havia nenhum indício de refrigeração, mas deveria ter, com certeza. O molho tártaro (maionese com ovos e picles), sem a devida conservação, pode se tornar um perigo, contaminação na certa! Ainda bem que estava chovendo e não fazia calor, pedi um molho rose e não comi essa bomba, embora gostaria. Chato! Muito chato! Adoro molho tártaro.
Também quero falar de experiências boas. Por quê? Fala sério! Picanha dura, molho azedo, garçom suado, comida fria, entrada junto com prato principal, cerveja quente, vinho gelado, etc e tal?
Devemos e podemos transformar esse cenário! Afinal, a Copa do mundo já esta na boca do gol e, literalmente, todo o mundo vai querer comer as delícias que temos por aqui. Não precisamos passar vergonha dando um tiro no nosso próprio pé, falo da Bahia, falo do Brasil!
Então mãos a obra, ou melhor, mãos na massa!

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